O investimento anjo
teve sua origem no início do século XX nos EUA, para designar os investidores
que patrocinavam os custos das peças de teatro da Broadway, apoiando sua
execução e assumindo os riscos e retornos financeiros.
Com a evolução da
modalidade o investidor anjo passou a ser pessoa física com perfil bem
sucedido, como empresários, executivos com carreiras consolidadas, possuidores
de pequenas fortunas e um grande relacionamento na sociedade, oferecendo todo
esse “network” aos patrocinados.
O investimento anjo
demanda de alto risco e baixa liquidez, utiliza recursos financeiros próprios,
isso tem de positivo a rápida tomada de decisões e de negativo a limitação do
montante investido e o investidor precisa ter tempo para se dedicar e apoiar de
perto o empreendedor iniciante.
De acordo com SPINA
(2012) os investimentos anjo variam entre R$ 50 mil até R$ 1 milhão, ficando na
média de R$ 250 mil a R$ 500 mil, que é o capital médio necessário para iniciar
um negócio, capital conhecido como startup.
Os investimentos mais
elevados geralmente são feitos por grupos de investidores anjo, o que dilui os
riscos e aumenta o apoio presente ao empreendedor, aumentando as possibilidades
de sucesso do negócio.
Em contra partida o
investidor anjo passa a ser sócio minoritário na empresa sem ter envolvimento
direto na gestão com participação podendo variar entre 5% a 49%, que
normalmente atinge entre 15% a 30% segundo SPINA (2012).
REFERÊNCIA:
Spina, Cassio A. Investidor Anjo: Guia prático para empreendedores e investidores. São
Paulo: nVersos, 2012
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