quinta-feira, 10 de abril de 2014

Gustavo Sambaquy - Investidor Anjo




O investimento anjo teve sua origem no início do século XX nos EUA, para designar os investidores que patrocinavam os custos das peças de teatro da Broadway, apoiando sua execução e assumindo os riscos e retornos financeiros.
Com a evolução da modalidade o investidor anjo passou a ser pessoa física com perfil bem sucedido, como empresários, executivos com carreiras consolidadas, possuidores de pequenas fortunas e um grande relacionamento na sociedade, oferecendo todo esse “network” aos patrocinados.
O investimento anjo demanda de alto risco e baixa liquidez, utiliza recursos financeiros próprios, isso tem de positivo a rápida tomada de decisões e de negativo a limitação do montante investido e o investidor precisa ter tempo para se dedicar e apoiar de perto o empreendedor iniciante.
De acordo com SPINA (2012) os investimentos anjo variam entre R$ 50 mil até R$ 1 milhão, ficando na média de R$ 250 mil a R$ 500 mil, que é o capital médio necessário para iniciar um negócio, capital conhecido como startup.
Os investimentos mais elevados geralmente são feitos por grupos de investidores anjo, o que dilui os riscos e aumenta o apoio presente ao empreendedor, aumentando as possibilidades de sucesso do negócio.
Em contra partida o investidor anjo passa a ser sócio minoritário na empresa sem ter envolvimento direto na gestão com participação podendo variar entre 5% a 49%, que normalmente atinge entre 15% a 30% segundo SPINA (2012).



REFERÊNCIA:
Spina, Cassio A. Investidor Anjo: Guia prático para empreendedores e investidores. São Paulo: nVersos, 2012

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