Análise e viabilidade de Projetos em TI
A
escolha de um projeto requer uma análise econômica dos investimentos . É
necessário um estudo da viabilidade do projeto, se está condizente com o
esperado, se o retorno financeiro será suficientemente rentável e se o dinheiro
aplicado obterá o maior retorno.
A
análise dos investimentos deve ser de acordo com os critérios financeiros, pois
eles indicarão os efeitos que estes terão sobre a situação financeira da
empresa. Mas essa análise pode não ser
suficiente para a tomada de decisão, por isso faz-se necessário aplicar alguns
métodos de análise de investimento, como:
-
Cálculo da Taxa Mínima de Atratividade (TMA)
-
Método do Valor Presente Liquido (VPL);
-
Método da Taxa Interna de Retorno (TIR);
-
Payback
-
ROI
-
Taxa de Juros
TMA
O calculo
a Taxa Mínima de Atratividade deve ser feito para que se verifique se o
investimento não teria maior lucratividade se fosse investido em outro projeto.
De acordo com Casaroto (2000, p. 108) “a proposta para ser atrativa deve
render, no mínimo, a taxa de juros equivalente à rentabilidade das aplicações
correntes e de pouco risco.”.
VPL
O
valor presente líquido (VPL) leva em conta o valor do dinheiro no tempo. O VPL
é utilizado tanto as entradas como as saídas de caixa e que são trazidas,
mensuradas, o valor para tempo presente.
Quando
um VPL for maior que zero ($0) o projeto deverá ser aceito, e rejeitado quando
menor, ou seja, um valor negativo.
“O valor
presente líquido (VPL) é obtido subtraindo-se o investimento inicial de um projeto (FC0) do valor presente de suas
entradas de caixa (FCt), descontadas a uma taxa igual ao custo de capital da
empresa (k). (GITMAN, 2004, p. 342).
TIR
TIR
- taxa interna de retorno, cita Gitman (2004, p. 342), que talvez seja a
técnica sofisticada de orçamento de capital mais utilizada.
Para
se tomar uma decisão de investimento analisando utilizando a analise sobre a
TIR, deve levar em consideração quando a TIR for mais que o custo de capital,
deve-se aceitar o projeto, diferente, quando menor que o custo de capital
deve-se rejeitar o projeto.
Payback
O payback
é utilizado para se ter uma avaliação do
investimento. Nessa avaliação se trata de quanto tempo será necessário para que
se recupere o investimento inicial e que comece a gerar lucro ao investidor.
Para
se obter o período do payback é realizado pelas entradas de caixa anuais,
tendo-se o tempo em anos e meses, e a partir disso o investidor tomará a
decisão de aceitar ou rejeitar o projeto a ser investido.Gitman (2004, p. 339)
diz que dividindo-se o investimento inicial pela entrada anual de caixa será
encontrado o período do payback.
Amplamente
utilizado pelas várias empresas o payback por ser intuitivo e pela simplicidade
de cálculo ainda é subjetivo, porque leva implicitamente uma conta e distribuição de fluxos de caixa
no tempo.
“A
principal deficiência do período de payback reside no fato de que o período
apropriado de recuperação é apenas um número determinado subjetivamente.
(GITMAN, 2004, p. 340).
ROI
Retorno
do ativo total (return on total assets ROA),
também chamado de retorno do investimento “mede a eficácia geral da
administração de uma empresa em termos de geração de lucros como os ativos
disponíveis.”. (GITMAN, 2004, p. 55).
Se
obtém o ROI pela divisão dos lucros disponíveis para os acionistas ordinários
pelo patrimônio dos acionistas ordinários.
Taxa de Juros
É um
mecanismo que regula o controle do fluxo de fundos entre fornecedores e
demandantes, entende Gitman (2004, p. 226)
A
taxa de juros representa o custo do dinheiro é quanto irá render em um
determinado período, variando conforme as mudanças e condições econômicas.
Analisa-se então que quanto mais baixa a taxa de juros, maior o fluxo de
fundos.
Com
o resultado de todas essas análises feitas, poderá ser tomada a decisão de
investir ou não no projeto.
Referências
CASAROTTO FILHO, Nelson;
KOPITTKE, Bruno Hartmut. Analise de investimentos: matemática
financeira, engenharia econômica, tomada de decisão e estratégia empresarial. 9 ed. São Paulo (SP): Atlas, 2000.
GITMAN, Lawrence Jeffrey. Princípios
de administração financeira. 10. ed. Tradução de Antonio Zoratto Sanvicente. São
Paulo: Pearson Addison Wesley, 2004.
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