quinta-feira, 20 de março de 2014

Luciano Giovanaz

Ciclo de vida de um Projeto


Ao falarmos em ciclo de vida de um projeto precisamos ter em mente que este é único e possui início, meio e fim, portanto tem uma duração dentro de um período de tempo, como destaca Wideman apud Vargas (2009) “o ciclo de vida do projeto caracteriza a sua temporalidade, partindo de um processo de trabalho estratégico inicial até atingir um topo de trabalho executivo de produção que antecede o seu término”.
Este tempo pode ser de algumas horas, dias, meses ou anos, dependendo da complexidade e esforços necessários para criação ou iniciação, planejamento, execução e encerramento, capitaneados pelo monitoramento e controle do projeto. Estas fases, que podem subdividir o projeto, permitem um controle total dos recursos disponibilizados em busca do alcance das metas estabelecidas.
Segundo Vargas (2009): 

        “O ciclo de vida pode ser dividido em um conjunto de fases, normalmente fixas para todos os tipos de projeto, contendo uma série de passos principais do processo de contextualizar, desenhar, desenvolver e colocar em operação uma determinada necessidade do projeto. Essas fases, por sua vez, são subdivididas em estágios, ou etapas específicas, de cada natureza de projeto (construção, desenvolvimento de produtos etc.). Esses estágios são, então, subdividis em atividades, ou tarefas específicas de cada projeto.”

Com essa divisão, visualizamos que “O ciclo de vida do projeto é um conjunto de fases inter-relacionadas e coordenadas com a finalidade de atingir os objetivos pretendidos” (PASSOS, 2008) e temos a possibilidade de evitar a sobreposição  ou anulação de etapas ou ações necessárias a conclusão do projeto, permitindo desta forma mudanças no decorrer tempo, uma melhor avaliação da incerteza relativa aos prazos e custos que tendem a diminuir; permite uma visão da velocidade de desenvolvimento, que “na maioria das vezes, se caracteriza por um início lento, seguido de um progresso acelerado até atingir um pico e, logo em seguida, uma desaceleração até atingir seu término” (VARGAS, 2009); permite também mensurar o nível de esforço que vai aumentando gradativamente, até atingir um pico máximo, que quando transposto reduz-se bruscamente até atingir o valor zero.
As características do ciclo de vida de um projeto englobam a potencialidade de adicionar valor ao projeto e o custo das mudanças ou correções, que relacionados apontam para o período de oportunidade construtiva, onde as mudanças são vantajosas para o projeto e a intervenção destrutiva onde as mudanças são custos que geram desvantagem ao projeto, conforme aponta Vargas (2009). Concomitante a estas características, está a capacidade de adequação que vai diminuindo a medida que o projeto se aproxima do seu término. Durante o início do projeto, encontramos outras duas características dos projetos que são a incerteza do risco e a quantidade arriscada, que no decorrer do tempo, levando-se em consideração a sua intensidade, ao se aproximarem sinalizam a chegada do projeto em uma região temporal de maior impacto do risco, onde ocorre a transição de um com o outro, onde a quantidade arriscada parte para o seu nível de maior intensidade e a incerteza do risco declina, isto quando bem avaliada inicialmente no projeto.
Portanto, segundo Possi (2006) “podemos dizer que o ciclo de vida do projeto define os limites de início e de término de um projeto”.


Referências

PASSOS, Maria Luiza Souza. Gerenciamento de Projetos para Pequenas Empresas: Combinando boas praticas com simplicidade. Rio de Janeiro: Brasport, 2008.
POSSI, Marcus (Org.). Gerenciamento de Projetos: Guia do Profissional. Rio de Janeiro: Brasport, 2006.

VARGAS, Ricardo Viana. Gerenciamento de Projetos: Estabelecendo diferenciais competitivos. 7 ed. Rio de Janeiro: Brasport, 2009.

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