Ciclo
de Vida de um Projeto
Projeto é um conjunto de tarefas designadas a um grupo
temporário que tende a completar um objetivo ou necessidade. Essas ações
geralmente são únicas e possuem um tempo fixo, mas que pode variar de acordo
com a necessidade.
Segundo Possi (2006, p. 6) ”Não importa a classificação,
esses trabalhos possuem características comuns e bem evidentes.”.
Todos os projetos geralmente possuem um início, meio e
fim, mas podem ser nomeados diferentes de acordo com a área que será
desenvolvida. Os projetos podem ser divididos em fases, nas quais se inicia com
a idéia, seguido da viabilidade, o desenvolvimento do mesmo, produção e a
finalização.
Para um fluxo contínuo de um projeto é preciso ter
planejamento. O ciclo de vida é de total importância para uma boa visualização
daquilo que o gestor possui em mãos. Pois, conforme afirma Vargas (2003, p. 31)
“Todo projeto pode ser subdividido em determinadas fases de desenvolvimento. O
entendimento dessas fases permite ao time do projeto um melhor controle total
de recursos gastos para atingir as metas estabelecidas.”.
Apoiando-se em Vargas (2003) podemos afirmar que as fases
que fragmentam um projeto possuem metas. E, com intuito de aprofundar-se nas
fases, elas são subdivididas em estágios, que são adaptados conforme a natureza
de cada projeto. Os estágios, por sua vez, são separados em atividades específicas
para o andamento de todo projeto.
A
execução do ciclo de vida em um projeto agrega diversos benefícios, tanto para
o gestor quanto para a atividade em si. Segundo Vargas (2003) podemos assinalar como pontos contribuintes os fatos de que,
conhecendo e estudando as fases previamente bem distribuídas, pode-se ter uma
correta análise das metas já atingidas no andamento das tarefas, em que estágio
o projeto se encontra, podendo, também, diminuir a incerteza quanto ao custo e o tempo de duração do projeto e até mudar algumas de suas características.
A grande maioria dos ciclos de vida não se diferencia
muito em suas estruturas, visto que se sustentam nas orientações de uma mesma
matriz.
A
maioria dos ciclos de vida compartilha, segundo o Guia PMBOK 2004, de
características comuns:
•Fases
seqüenciais com transferências de informações, documentos e produtos entre as
fases precedentes e as subseqüentes;
•Nível
de emprego de recursos, dispêndio de orçamento e alocação de pessoas que varia
com o tempo. O nível é mais baixo nas fases iniciais, ocorrendo uma aceleração
nesse emprego de recursos até o máximo nas fases intermediárias e uma redução
acelerada nas fases finais, conforme ilustra a figura 1.4;
•Grau
de incertezas mais elevado nas fases iniciais, reduzindo-se ao longo do tempo;
•Maior
interferência das partes interessadas sobre o escopo e outras decisões do
projeto no início e menor nas fases finais. (PASSOS, 1993, p. 18).
Referências
POSSI,
Marcus. Globalização – Mudanças e os Projetos. In: POSSI, Marcus (Coord.). Gerenciamento
de projetos: guia do profissional. Rio de Janeiro, RJ: Brasport, 2006. p.
1-11.
VARGAS,
Ricardo Viana. Gerenciamento de projetos: estabelecendo diferenciais
competitivos. 5. ed. Rio de Janeiro, RJ: Brasport, 2003.
PASSOS,
Maria Luiza Gomes de Souza. Gerenciamento de projetos para pequenas
empresas: combinando boas práticas com simplicidade. Rio de Janeiro, RJ:
Brasport, 2008.
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